segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Referênias 
Para uma melhor compreensão da Ordem do Templo e da época da sua existência e da estrutura do texto

História (2015).Templários Da origem das Cruzadas ao destino dos monges guerreiros, 1st ed.,Penguim Random House Grupo Editorial
França, 24 de outubro de 1307 

Nenhum ser humano devia ser exposto a tortura. O modo como o rei Filipe IV extrai mentiras através da dor,da tortura para obter o que deseja, demonstra o pior do ser humano.
Hoje, testemunhei dizendo exatamente o que o rei desejava, só para que parassem o infligir de dor.
Mas não é só comigo que isto acontece, com os meus outros irmãos que estavam em França o mesmo se passa. Isto é um ultraje à Igreja.

Jacques de Molay


França, 18 de maio de 1314

Os tempos mudam, o que ontem era uma instituição nobre e influente, hoje é condenada e esquecida.
A política e o mudo mudaram, o papa foi uma marioneta nas mãos do rei Filipe IV dissolvendo a nossa ordem em 1312. Os esforços dos corajosos cavaleiros de Cristo que com a sua vida tentaram que a verdade fosse conhecida, fracassaram nesse intento. De estas pobres almas que durante dois séculos dedicaram a sua vida a Cristo, só resta desprezo destas almas que pela terra andam em busca da salvação e que no entanto cada vez mais se deixam cair na perdição.
Hoje espero a minha morte, mas comigo levo a verdade que direi quando a hora chegar. Todos os que contra nós sofrerão pelos seus atos. Deus tudo vê e sabe. E a justiça será feita.
"Não a nós,ó Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória!"

Jacques de Molay, último grão-mestre da Ordem dos pobres Cavaleiros de Cristo

domingo, 20 de novembro de 2016

Acre, 18 de maio de 1291

Último reduto da presença cristã perdido hoje. Muitos dos nossos irmãos, caíram nesta sangrenta batalha, combateram até ao seu último suspiro. Não se podia pedir mais nada.
Que será do resto dos teus pobres cavaleiros, Cristo? Para onde devemos ir? Como poderemos proteger os peregrinos?

Um pobre cavaleiro de Cristo


França, 13 de outubro de de 1307

O rei francês com a sua ganância, e devido às dividas que tinha de pagar devido à guerra com Inglaterra, forjou rumores hediondos sobre a irmandade do Templo.
Com estes rumores como base mandou prender todos os membros da Ordem que se encontrassem em território francês.
Eu fui um deles, o representante máximo da Ordem de Templo enclausurado por um rei sem autoridade sobre esta Ordem, que só tem como superior o próprio papa.

Jacques de Molay

sábado, 19 de novembro de 2016

Jerusalém, 3 de fevereiro de 1244

Outra vez, escapou-nos das mãos o Lugar da Paixão e Morte de Cristo.  Um rio de sangue de cristãos é o que nos ficou na memória. Porquê Senhor? Ajuda-nos e indica o caminho a seguir. Em ti depositamos as nossas vidas.

Armando de Pérgord


La Forbie, 18 de outubro de 1244

Ontem combatemos contra os invasores de Jerusalém. Apesar da união dos cristãos, das suas forças coordenadas não foi possível a nossa vitória.
O nosso grão-mestre, paz à sua alma, morreu em batalha.

Um pobre Cavaleiro de Cristo


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Jerusalém, 22 de março de 1229

Frederico II, conseguiu através de um tratado com o inimigo o domínio de Jerusalém. Auto proclamando-se rei. 
No entanto, é impossível a defesa de Jerusalém sem a conquista de territórios que este deixou de fora no seu acordo.
A nossa Ordem deu origem a um novo tipo de monge, sendo criadas várias ordens com funçõs semelhantes, uma delas a Ordem dos Hospitalários. Nem sempre em questões de politicas estamso de acordo, no entanto neste caso temos a mesma opinião.

Pedro de Montaigu

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Constantinopla, 22 de abril de 1204

A Quarta Cruzada está em andamento, o papa Inocêncio tentou que se retomasse outra vez a Terra Santa. O apoio dos réis é quase inexistente, no entanto diversos cavaleiros leigos decidiram encabeçar esta nova cruzada.
No entanto, uma mudança de planos levou a que o objetivo fosse o Império Bizantino. Conquistamos Constantinopla, levando à queda do Império. Muitos dizem que este ato foi impiedoso, maligno, mas que sabem eles da realidade da guerra ou o que é bom o mau.
Nós somos os pobres Cavaleiros de Cristo.

Felipe de Plessis

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Acre, 2 de agosto de 1992

Terceira Cruzada, com a ajuda do rei de França e o rei de Inglaterra conquistamos o porto de Acre. Aí implantamos a nossa sede.
Através do sangue derramado dos nossos irmãos, temos agora um posto temporário até conseguirmos voltar à Terra Santa.
Depois do escândalo do nosso anterior grão-mestre ter sido poupado por Saladino, pondo em causa o seu carácter e também a irmandade. É necessário mostrar que continuamos a reger-nos +elos mesmos ideais. Cristo é o nosso guia, é a nossa luz.

Roberto de Sablé

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Jerusalém, 5 de outubro de 1887

A nossa bravura de nada nos valeu. Falhamos para Contigo, Meu Deus.
Perdemos a Cidade Santa, e diversas outras terras para as mãos do infiel Saladino. E para nossa maior vergonha e infâmia ainda, este deixou-nos sair mediante o pagamento de um resgate, sem nenhum mal nos acontecer.
Os Lugares Santos voltaram outra vez às mãos profanadoras. No entanto, este infiel respeita as comunidades cristãs. Será que está a fazer pouco de nós?
Poupou a minha vida, quando enquanto templário devia morrer.
Ajuda-nos Senhor, a resgatar outra vez para Ti, esta terra.

Geraldo de Ridefort

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Jerusalém, 17 de julho de 1173

Não podemos permitir alianças mesmo que seja o rei de Jerusalém a fazê-las com os infiéis. Por isso, agindo em nome de Deus realizamos uma emboscada aos emissários de Seita do Assassinos, que se vieram encontrar com o rei Alamarico.
Foi a terceira fez que nos opusemos à vontade real, mas esta não é superior à vontade de Nosso Senhor pela qual nos regemos. Quando o rei me pediu para entregar o culpado, não obedeci. No entanto o rei em pessoa foi a Sídon acorrentá-lo.

Odo de Sait-Amand

domingo, 13 de novembro de 2016

Jerusalém, 17 de setembro de 1141

Existem os irmãos capelães, irmãos sargentos e irmãos cavaleiros.
Os cavaleiros usam manto e hábito branco, pois indica a pureza que eleva os templários acima do normal cavaleiro e relembra-lhes que servem a Cristo, Ele é a sua Luz. Os sargentos usam o manto e hábito preto. E ambos usam uma cruz pátea de cor vermelha, privilégio dos templários dada pelo Santíssimo Papa Eugénio III, devido ao desempenho que tivemos durante a Segunda Cruzada apesar de  resultado desta não ter sido o esperado.

Bernardo de Tremelay


sábado, 12 de novembro de 2016

Jerusalém, 26 de novembro de 1149

Esta Segunda Cruzada teve início à dois anos. A  perda de parte do condado de Edessa em 1144 e os fracos recursos para reconquistar ao poderio de Zengi, levaram à necessidade de pedir auxílio aos nosso irmãos do Ocidente. O papa em 1145 fora expulso de Roma, com pouca ação pediu auxílio ao rei francês que em nada o ajudou.
Só quando o abade Bernardo de Claraval, com a sua eloquência permitiu esta nova guerra santa.
A nossa ação impediu que o exército francês fosse aniquilado, no entanto não houve uma vitória.

Bernardo de Tremelay

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Jerusalém, 26 de agosto de 1139

No campo de batalha é necessário o acatamento rigoroso das ordens do superior, a obediência. Para tal não existe o individuo, mas sim a comunidade.
Para tal cada irmão recebe unicamente o material necessário de acordo com a sua função, e nada mais que isso. Cada irmão veste a indumentária, correspondente à sua função e nada mais, e deve manter o cabelo e a barba aparados.
Não há excessos, os pobres cavaleiros de Cristo abstém-se de grandes banquetes e riquezas.

Roberto de Craon

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Jerusalém, 3 de janeiro de 1137

Desde a morte de Hugues de Payns que sou  grão-mestre da Ordem do Templo.
Percorri um longo percurso até aqui chegar, o rigor, a disciplina, as provações por que se passa não é para qualquer pessoa. A rotina quotidiana exige o máximo de esforço de cada um para verificar que no momento da batalha a coragem e vontade não faltasse.
Para se ingressar na Ordem passava-se por um período de noviciado, após o qual quem ingressasse na Ordem fazia-o perpétuamente. Não podendo haver dúvidas quanto ao carácter do novato, na cerimónia de ingresso, questiona-se diversas vezes o candidato quanto à sua vontade de pertencer à Ordem, e permite-se diversos momentos de reflexão entre os períodos de questionamento.
Após a realização das questões quatro vezes, o novato é aceite. "Ide, Deus far-vos-á melhor"

Robert de Craon

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Jerusalém, 28 de junho de 1129

Voltei da minha jornada ao Ocidente, comigo trago diversos homens dispostos a dedicar e dar a sua vida a Cristo, e diversos terrenos e dinheiro oferecidos para esta nova ordem.
Após o sucesso da escolha do pretendente para casar com a filha de Balduíno II,  a aprovação e criação da regra desta ordem, o objetivo da proteção dos peregrinos poderá ser cumprido e também a defesa dos Estado Cruzados e da Terra Santa. Claro que esta ordem pela sua singularidade enfrentará muitos opositores, visto que nunca um monge pegou numa arma para lutar.
Mas para isso a disciplina e obediência será essencial."Não a nós, ó Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória!"

Hugues de Pays

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Troyes, 13 de janeiro de 1129

Como pregador e seguidor de Cristo, é meu dever guiar as almas para o Céu, elucidando-as dos perigos deste mundo.
Hoje no Concilio de Troyes, foi aprovada a Ordem do Templo, dos Pobres Cavaleiros de Cristo, em grande parte devido à minha opinião favorável em relação da esta Ordem.
Obviamente foi alvo de uma profunda reflexão da minha parte a necessidade da sua existência ou não. Mas a necessidade de defesa dos peregrinos e o modo como este grupo de homens pretende guiar-se, pelos ideais de pobreza, honra, castidade e obediência levou a que a sua aprovação enquanto ordem religiosa fosse necessária.

Abade Bernardo de Claraval

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

França, 7 de maio de 1127

A influência da minha pequena irmandade tem aumentado, e para servir melhor a Deus e cumprir o que por vontade Dele nos foi dado, devo obter o reconhecimento do papa que é o seu representante na terra.
Para a nossa vinha é necessário homens que tenham  força e fé necessária. Por isso viajei para o Ocidente com cinco dos meus companheiros para obter recursos, tanto humanos como materiais. E acima de tudo para o papa abençoar a nossa companhia.  Para nos ajudar em tal assunto conto com o auxílio do abade Bernardo de Claraval, visto que é uma pessoa de grande moral, honra e simplicidade, senndo a sua opinião relevante junto do mais simple camponês, aos altos cargos eclesiásticos e monárquicos e até do próprio papa. 

Hugues de Payns

domingo, 6 de novembro de 2016

Jerusalém, 25 de janeiro de 1120

No início deste mês , eu e os meus companheiros fizemos os votos de pobreza, castidade e obediência perante o patriarca de Jerusalém, Gormundo de Picquingny. Sendo a nossa missão a proteção dos indefesos peregrinos de Cristo.
Com tal ação,o rei Balduíno II de Jerusalém mostrou-se interessado na nossa ação, Autorizando a nossa confraternidade de irmãos e cedendo-nos a Mesquita de Al-Aqsa, levou à cedência pelos cónegos do Santo Sepulcro da sua parte da esplanada e da Cúpula do Rochedo.
Em pouco tempo, a nossa irmandade de nove membros, que serve a Deus irá influenciar no governo da Terra Santa.

Hugues de Payns 

sábado, 5 de novembro de 2016

Jerusalém, 20 de dezembro de 1119

Desde a primeira cruzada, e com a criação de de reinos cristãos no Oriente, tem havido um aumento de peregrinos que deixam a seu lar para virem professar a sua fé nos diversos lugares por que Cristo passou durante a sua vida terrena. No entanto essa peregrinação enfrenta muitos perigos, visto que os infiéis assaltam os pobres peregrinos.
Eu e um grupo restrito de nobres da minha confiança, temos vivido em comunhão com a comunidade de cónegos do Santo Sepulcro. Não deixamos as armas, e temos pensado utilizá-las na proteção de todas as almas que caminham em direção aos Lugares Santos.

Hugues de Payns

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Jerusalém, 16 de agosto de 1099

Após anos de provações, de batalhas sangrentas e impiedosas, montes de corpos amontados tanto de infiéis como dos nossos valentes guerreiros, quase sem ser possível discernir quem era quem. O que nos vale é que Deus Nosso Senhor os acolheu com toda a magnificência.
E que esta Cruzada está concluída, a Terra Santa é nossa. Pela primeira vez que piso esta terra, onde Cristo sofreu por nós, e ela será governada por cristãos.
Deus quis, e por sua vontade e bênção, nós conquistamos.
Sem saber, estese outros acontecimentos levaram à criação da lendária Ordem do Templo.

Anónimo

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Constantinopla, 30 de março de 1907

Há muito tempo que deixamos as nossas terras para resgatar os Lugares Santos das mãos dos infiéis. Somos pobres camponeses que nos tornamos peregrinos e cruzados desta Santa Guerra.
Temos vindo sendo testados, nestes tortuosos caminhos, sem a solidariedade dos grandes senhores que vêm nos seus cavalos. Vimos companheiros que não aguentaram e ainda não chegamos ao campo de batalha, onde se morrermos as portas do Céu estarão abertas para nos receber.
Por enquanto, estamos em Constantinopla onde os grandes senhores combinam as táticas e a melhor forma de combater.
Aproximam-se grandes provações.
Que seja o que Deus quiser.

Anónimo

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Clermont, 27 de novembro de 1905

Este dia ficará marcado na História, no átrio da Catedral de Clermont um número incontável de fiéis, desde nobres, clérigos ao mais pobre dos camponeses encontravam-se reunidos para escutarem através de mim qual é a vontade de Deus.
E essa vontade ganhou forma, os lugares Santos da Cristandade serão libertados das mãos dos impuros.
Mão de obra para esta empresa não falta. E ainda mais se irão juntar. Irei agora percorrer toda a França a anunciar esta boa nova. E esta atravessará toda a Europa.
Não tarda nada e a Terra Santa deixará de ser lugar de profanações.

Papa UrbanoII

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Clermont, 18 de novembro de 1095

Eu, papa Urbano II, dei hoje início ao Concílio de Clermont cujo principal objetivo, (para mim), é a materialização de uma Cruzada. Para tal, o contexto deste Concílio ser resolver as questões relativas às instituições de paz promovidas pela Santíssima Igreja, permite contextualizar perfeitamente este meu objetivo. No entanto, não só preciso do apoio dos meus caros irmãos mas também de gente que pegue nas espadas e efetivamente trave esta batalha. Tendo isto em mente, desde o fim do Concílio de Piacenza que venho percorrendo diversas terras, exaltando os fiéis que nelas habitam, mostrando-lhes como Deus é grandioso e preocupado com cada um de deles.


Papa UrbanoII